Tornar-se mulher

setembro 5, 2010 at 5:42 pm Deixe um comentário

São todas as tardes sem sol, o convívio com as mesmas músicas.

São as coreografias esculpidas no corpo, por dentro, com calma.

É deixar a alma permanecer grávida, nutrindo sementes de ideias.

É deixar a dor se remexer devagarinho, embalada ao ritmo dos dias.

É deixar o amor criar raízes nas entranhas do cotidiano.

E depois, abrir-se como uma romã preguiçosa e madura

Para o desfrute sedento e apaixonado da vida.

http://www.flickr.com/photos/whatnourishes/188997281/#/photos/whatnourishes/188997281/lightbox/

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El cante azul profundo El coliseo

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