mother tongue

let me savor your savoir so I guess what it takes to make a womanness of my own

Soleá

Pulsar o peito fora do compasso Bater o taco, o palco já disperso A nota ardente sobre o chão inerte A nota inerte sobre o ouvido atento Colher a fruta cujo tempo finda É pungente a laranja de Sevilha  

those who wait

an ageless mountain a river quietly sleeps carving its way through

solstício

buenos aires de 8 grados el rocío me ahoga y un perro me lame las entrepiernas un espejismo me asoma; huyo para tus hombros la noche más escuálida del año con la soledad de los naguales que suponemos una en la otra una tontería me asoma; fiebre de los seres urbanos dormidas en nuestro cabello…

pequena

minha pequena dispersa em mil partes espremida no vão do relógio te quero assim escassa

Caixa de Melissa

Colher o mel e os ferrões Os abdomens entregues Ao enxame dos anseios

the materiality of who I am

os sulcos cravados nas bacias pelas águas memória dos desertos gravada em dunas sólidas é duro tudo o que morre, tudo o que morre. camadas de vidas postas uma sobre a outra rasgadas pelo meio num susto como folhas é ralo tudo o que morre, tudo o que morre. pedrinhas-mosaicos coloridas pelo tempo rolam o…

ouvido

cacos marulham nos olvidos leito de rio sem curso deito a mão adentro

clockwork

I’m measuring time: In a buddhist temple, we would sweep the floor of a forest everyday; I loved the beauty of impermanence, the hollow the worthless the repetition It’s 10 am and people are swirling around in tune, their faces warm from their cold blue gimmicks Once whales too decided to leave the ground Back…

love is technology

the engineering of the bridges the science of thermal expansion and the craft of tempering love is technology a project for the human scale the planning of timeless architecture and the design for nostalgia love is technology safe room with deep foundations of herbal tea

máquina do tempo

hora de abismar o meio fio de pular de pára quedas dormir no asfalto quente antes da chuva fechar as janelas a hora fria a hora comprida das viagens de trem dos almoços estendidos da insônia das 3am pingar cachoeiras nos is dos nós costurados no verso dos pontos corrediços que é hora de desatar…