O homem mais inteligente do mundo

Sabia de amor e de números.

Sabia das palavras e das coisas.

Tinha lógica, e tinha loucura.

Mas não entendia a estupidez.

.

Não a estupidez dos amantes,

nem a dos poetas.

Esta estava clara feito cristal.

Mas aquela sem alma, sem sentido.

Aquela de todos os outros, dos homens e das mulheres comuns.

A da fechada no trânsito, da palavra atravessada.

Da cotovelada no metrô.

.

Um dia, conheceu o que era a humanidade.

Calado, retirou-se para o alto dos himalaias.

.

E atirou-se de lá de cima.

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3 comentários Adicione o seu

  1. uniformebasico disse:

    que lindo 🙂 foi você que escreveu ?

  2. wintersteele disse:

    Foi sim, obrigada 🙂

  3. Adonis Saliba disse:

    Querida Tarsila,

    Muito sensível seu poema. Resolvi fazer uma tradução ao Esperanto. Ei-la:

    La plej inteligenta homo de la mondo

    Sciis pri amo kaj nombroj
    sciis pri vortoj kaj aĵoj
    logikadis kaj frenezadis
    tamen miskomprenis la stulton

    Ne pri la stulto de amantoj
    Nek de la poetoj
    Ĉi, signifis kristalklare.

    Sed tiu alia, senanima, sensenca.
    Tiu de ĉiuj aliaj, de komunaj viroj kaj virinoj.
    Tiu de la trafika danĝerstirado, de la ofenda vortumado.
    De kubutumado ĉe subtera trajno.

    Iam, li konis, kio estas homecon.
    Senvorta, li foriris al himalajaj altaĵoj.

    Kaj sin ĵetis el ties supro.

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