Buraco Negro

em

Numa noite de inverno, um buraco surgiu no tempo:

A alma de um jovem, rota, cortada pelo som do vento.

Vagando à sorte, o mundo lhe parecia feio

E o tempo, partido, à noite parecia eterno

Nada era tido como certo, nada parecia ter sentido.

Nesta noite de inverno, o tempo estava rompido.

.

Nesta noite de inverno, sem lua, que precedia o solstício

A noite era mais fria do que pareceria ser no início

E a alma, que era rota, se espelhava no abismo

E se espalhava pela noite, espreguiçada sob o vento

Gelado, em espiral, sem fim e sem princípio

Nascia, do vazio, a liberdade como alento

.

Esta noite, a mais fria, estava grávida do sol

E a alma, estava rota para dividir-se em dois

E o dia vindouro seria então muito maior

Os sonhos são partidos pra crescer com mais vigor

E se o buraco no tempo nos congela de horror

É no vazio do peito que é possível o amor

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s