Jornada

Aprender a ouvir com o corpo inteiro. Olhar para dentro. Esperar.

Deixar fluir. Deixar se guiar pelas marés internas e externas; saber olhar as ondas, saber sentir as marés.

Deixar nas mãos de um poder maior. Agradecer e aceitar a cada dia como ele vier; um dia de cada vez.

Deixar a sabedoria penetrar em cada célula; permitir-se aprender. Acreditar na própria capacidade de aprender, de mudar.

Não se subestimar. Acreditar nos próprios instintos, saber que os sentimentos são tão reais que quase se pode tocá-los. Permitir-se tocá-los. Permitir-se tocar por eles. Permitir-se escrever tonterías, permitir os versos adolescentes.

Explorar. Lembrar da própria inocência. Quebrar a própria inocência. Desfrutar da maçã mordida, do sabor agridoce do conhecimento. Da vida plenamente vivida. Da misteriosa ordem que mantém o caos.

Dançar até não sentir mais vergonha. Não sentir mais vergonha. Não sentir mais culpa, apenas a consciência límpida das próprias escolhas.

Fazer valer a pena. Saber que sempre valeu a pena. Saber que ainda continuará valendo a pena.

Não esquecer de respirar. Respirar. Respirar, e deixar o pleno e o vazio conviverem lado a lado. Respirar, e dormir uma noite sem sonhos. Respirar, e deixar que o novo dia seja novo e seja si.

Amar, que é da nossa natureza.

Viver, que é nosso único direito.

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