2013

em

O ano que passa deixa pra trás uma porção de trapos rotos, paredes sujas e projetos incompletos. O ano que passa deixa sonhos guardados dentro da gaveta, mágoas varridas pra debaixo do tapete.

O ano que passa deixa dois sacos de lixo cheios de raiva, encostados no portão. O ano que passa deixa uma poltrona com as nossas pulgas, ratos, vermes e complexos. O ano que passa deixa um buraco.

O ano que passa transfere pra conta alheia os desafetos não resolvidos. O ano que passa ficou com dívidas. O ano que passa ficou com dúvidas.

O ano que passa deixou a gente meio tonto. O ano que passa deixa a gente sem chão. O ano que passa deixa.

O ano que passa, deixo. O ano que passa, passa.

 

E o que fica é o que fica – apenas o que a gente precisa:

um beijo no bolso esquerdo, o telefone de um par de amigos

um peito aberto e uma outra chance

 

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