Sobre o verbo

Há momentos em que a tarefa do escritor se esgota:

A palavra, antes a chave que abria o cadeado que aprisiona a mente, torna-se o cadeado ele-mesmo:

Ergue muros onde o rio corria livre; Prega idéias e fixa conceitos onde antes era o vento.

O que era castelo torna-se então clausura. Abriga as almas contra a vastidão impiedosa do infinito, e em troca, lhes esconde o firmamento.

Há momentos em que o escritor, na melhor das intenções de governar sensibilidades, torna-se tirano e cego para seu próprio povo.

Então, por este momento, para continuar escritor, precisa deitar a pena e levantar os alicerces de sua arte sobre o silencio.

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