qualquer folhetim

quem sabe não ama. ou melhor:

não como os outros amam.

ama do topo da montanha,

sem deixar que o dia a dia role por cima de si.

ama como jamais se escreveu, pintou ou esculpiu.

 

quem sabe ama sem delírio.

já o resto ama deitando sobre o asfalto

e com os pedaços das próprias tripas

constroi a arte que há neste mundo.

 

aprendemos sobre o amor

pela boca de bardos fajutos.

famintos de sentido, rezamos

sobre qualquer folhetim.

 

mas dizem que na montanha senta um amor

que olha pra toda essa nossa miséria e sorri.

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