enjambement

o verso termina, mas a frase
continua, transborda,
desbunda, desborda. caber ou não
é questão de onde vai o ponto.
põe e tira de cena o mesmo ato
sempre o mesmo, nunca o mesmo rio
desliza sobre as bordas, que nunca
se mantém de fato as mesmas bordas.
as fronteiras são elásticas, apenas
a partir do ponto pelo qual resistem.
ir e vir, voltar, em tantas voltas – tontas
andar (amar?) além da conta, em
excesso, em cheia sem medida
sobre medida, a partir e além da métrica
do outro: a minha medida. obedecer –
para transgredir, para transpassar,
para transferir. para transportar.
dançar. descobrir o ritmo da onda
que rompe em minhas próprias costas
e que, em sua quebra, em seu corte,
refresca.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Al Scandar disse:

    🙂 “tá no caminho” rsrsrs

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