para tapear a fome

o desejo, ele não é um bonde.
ele é um frappé de morango
que foi uma vez ofertado à esfinge.
uma história que foi ofertada ao sultão
no lugar da vida de sheherazade
noite após noite após noite após noite.
o desejo é a mágica que acontece
quando a água bate na bunda e
voilá! se aprende a nadar.
se aprende até a surfar, quem sabe.
é quando a gente se pendura num arco
de ponta cabeça pela ponta dos pés
e escolhe não quebrar o nariz – e consegue.
as vezes não, também.
quem nunca, hoje
seis vezes antes do café da manhã?
como todas as pessoas loucas – melhores
que queimam o pão, a mão,
derramam o leite, jogam a panqueca na testa
limpam tudo com um guardanapo
e comem como rainhas?
teimosas. em desmandos
que só a elas compete.

o desejo não é nada disso,
diria caetano (- ou não).

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