meia noite

sou muito, chovo
axé fúria pólen
muito, assim
da intransitiva.
sou muito da
sem vergonha
excesso de buraco
que não é pra aguentar

é pra lavrar

mas você esteve aqui
e sua agenda oculta
como quem contrata,
quem cimenta a horta.

esqueça-me como plateia
dos teus desatinos
como intérprete
das tuas ladainhas.
esqueça-me como pote
de guardar ofensas.

esqueça-me como muleta
como espelho
como botão reset
esqueça-me enquanto
fantoche da tua novela.
esqueça de fazer de mim
o que você não tem coragem
esqueça de me inventar.

encontre-me à meia noite
se quiser, ou se ousar.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Raquel Thomé disse:

    Tarsila, que lindo.
    Fiquei emocionadíssima, não sabia que você escrevia.

    Parabéns! Vou passar mais vezes por aqui, com certeza.

    Abraço,

    Raquel

    1. wintersteele disse:

      nhooo ❤ brigada flor! :*

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