de-sem-ba-ra-ça-da-men-te

de-sem-ba-ra-ça-da-men-te. soltar os cabelos na praça, à espera de; viver seria essa coluna espichada, essa nuca fresca, viver seriam os cachos que se derramam, de-sem-ba-ra-ça-da-men-te. como quem escreve com vagar, quem saboreia tomates, quem corre pra pulsar as coxas. como quem sopra a culpa dos ombros, sabe usar ombros e colos. como quem nada nua, quem cozinha para um, quem transa com entrega e se recolhe de volta. como quem sabe o jeito vivo de se esperar. como quem chora a lembrança de mansinho e respiiiira. como quem costura devaneios, beija o dedo furado de sangue, de-sem-ba-ra-ça-da-men-te.

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resposta ao exercício punk-pônei da ana rüsche:

http://wordpress.anarusche.com/exercicio-no-1-tua-escrita/

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1 comentário Adicione o seu

  1. Al Scandar disse:

    muito muito legal … gostei de ler, sem me sentir obrigado, sem me cobrar ir até o fim, só gostando de ler =)

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