deriva

a areia do saara alimenta a amazônia
a água da amazônia irriga a mata atlântica

observo a estação república fervilhar
habitamos juntos marés efêmeras

‘eu quero!’, e com isso faço um tosco remo
num grito que me ultrapassa e me antecede

pra derivar mais firme em ouvidos longínquos
nos quais me alento em suspiros hipotéticos

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