máquina do tempo

em

hora de abismar o meio fio
de pular de pára quedas
dormir no asfalto quente
antes da chuva fechar as janelas
a hora fria a hora comprida
das viagens de trem
dos almoços estendidos
da insônia das 3am
pingar cachoeiras nos is
dos nós costurados no verso
dos pontos corrediços

que é hora de desatar bem devagar
que a máquina do tempo está gritando de mansinho
de dentro da barriga do jacaré

agora é uma cama elástica,
uma quina de escrivaninha
agora é uma dívida aberta
uma carta branca sem nome
agora é um coágulo duro
agora me fecha a glote
agora é um dilúvio

agora escrevo
e enquanto escrevo é um sim.

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