the materiality of who I am

em

os sulcos cravados nas bacias pelas águas
memória dos desertos gravada em dunas sólidas
é duro tudo o que morre, tudo o que morre.

camadas de vidas postas uma sobre a outra
rasgadas pelo meio num susto como folhas
é ralo tudo o que morre, tudo o que morre.

pedrinhas-mosaicos coloridas pelo tempo
rolam o penhasco e só depois serão redondas
é belo tudo o que morre, tudo o que morre.

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