Soleá

Pulsar o peito fora do compasso Bater o taco, o palco já disperso A nota ardente sobre o chão inerte A nota inerte sobre o ouvido atento Colher a fruta cujo tempo finda É pungente a laranja de Sevilha  

those who wait

an ageless mountain a river quietly sleeps carving its way through

solstício

buenos aires de 8 grados el rocío me ahoga y un perro me lame las entrepiernas un espejismo me asoma; huyo para tus hombros la noche más escuálida del año con la soledad de los naguales que suponemos una en la otra una tontería me asoma; fiebre de los seres urbanos dormidas en nuestro cabello…

pequena

minha pequena dispersa em mil partes espremida no vão do relógio te quero assim escassa

Caixa de Melissa

Colher o mel e os ferrões Os abdomens entregues Ao enxame dos anseios

the materiality of who I am

os sulcos cravados nas bacias pelas águas memória dos desertos gravada em dunas sólidas é duro tudo o que morre, tudo o que morre. camadas de vidas postas uma sobre a outra rasgadas pelo meio num susto como folhas é ralo tudo o que morre, tudo o que morre. pedrinhas-mosaicos coloridas pelo tempo rolam o…

ouvido

cacos marulham nos olvidos leito de rio sem curso deito a mão adentro